Quanto mais eu aprendo sobre a natureza feminina mais eu percebo como muitas das mulheres mais engajadas em uma luta feminista, estão na verdade, cometendo o maior absurdo possível contra seu grupo de gênero. A luta por direitos iguais convenceu muitas mulheres de que elas são inferiores aos homens e de algo ainda mais ridículo: que enquanto não alcaçarem uma igualdade total de direitos, elas estarão fadadas a serem sempre submissas aos homens.
Acreditar que se deve alcançar a igualdade perante ao homem, significa se tornar homem, abandonar toda sua feminilidade. Eu não condeno a luta pelos direitos iguais, mas condeno a forma como esta luta cega algumas das combatentes mais participativas. A busca por tais direitos é tão obsessiva que elas esquecem todas as virtudes e vantagens que a natureza feminina detém.
Sacher Masoch, Marquês de Sade e Nietzsche devem estar se remexendo em seus túmulos perante tal ignorância, por todas essas mulheres que caíram tolamente na armadilha que a Igreja - a instituição mais machista que se tem notícia - armou contra elas. Afinal, a maior influência cultural funcional que a Igreja gerou foi a a elevação de todas as fraquezas masculinas, ao nível de virtudes divinas e a demonização de todas as virtudes femininas.
O idealismo e a moral são apenas conceitos cuidadosamente forjados para favorecer o modelo comportamental ao qual o homem é condenado por sua própria natureza. O cristianismo é deturpado em sua essência, como Nietzsche diz: "A pregação da castidade é um incitamento público ao antinatural. Toda expressão de desrpezo à vida sexual, toda a contaminação da mesma pelo conceito 'impura' é um crime contra a vida em si - é o pecado intrínseco contra o espírito santo da vida."
concordo.
ResponderExcluirAqui uma mulher falando, não necessariamente uma mulher feminista.
ResponderExcluirAtribuo ao movimento feminista devido mérito junto às lutas libertárias da década de 70: o período em que a sociedade abre os olhos para um modelo patriarcal falido.
Porém, sempre fui muito inclinada a pensar que o modo de produção capitalista concatena muito bem a realidade da revoluçao industrial e do mundo moderno - onde relógio e o moeda movem as engrenagens - e o movimento feminista. O que quero dizer é que, sim, as mulheres almejavam conquistar seu espaço, contudo, isso foi útil aos interesses do [i]American Way of Life[/i]. A mulher torna-se mais uma engrenagem a fortalecer o capital que a faz girar.
Começo a discordar de você quando fala em "natureza feminina", porque é exatamente este tipo de concepção que as feministas procuram refutar, e eu, apesar de não o ser por uma incompatibilidade ideológica, acredito que a própria idéia de feminilidade e masculinidade são construções fortemente edificadas e espelhadas no "império dos patriarcas".
A luta por direitos iguais não convenceu as feministas de que as mulheres são inferiores, mas de que as mulheres são inferiorizadas e subjugadas, e quanto a isso não sou nem um pouco flexível e relativista: você pode percebê-lo na linguagem, na cultura, em crenças, na vida acadêmica, no mercado de trabalho e não pára por aí. Prova disso é a existência de grupos de estudo feminista na Psicologia, na História, Geografia, Medicina, Letras, Farmácia, etc; a discussão pode ser travada por diversos prismas, pois o machismo está em em toda a parte que você puder contemplar, sobretudo no "racionalismo do homem" e na "passionalidade da mulher" mencionados.
E concordo, travar uma luta pela igualdade com os homens, é sim, abandonar toda a feminilidade. Simplesmente porque ela é um conceito criado por nós, posto em prática por nós a todo o tempo, cobrado de cada um de nós a todo o tempo, não tem nada de ontológico e não serve àquelas que lutam exatamente contra essa dicotomia do másculo [i]versus[/i] feminino, porque efetivamente diminui a mulher.
No mais, creio que o que você classifica como "combatentes cegas", são na verdade, femistas. Ao contrário do que é comum pensar, o oposto do machismo não é o feminismo, mas o femismo. E é importante salientar que não só mulheres são feministas ou femistas, e nem só homens são machistas.
Realmente ao dizer que "a luta por direitos iguais convenceu muitas mulheres de que elas são inferiores aos homens" estou errado, considerando sua interpretação. Muito bem observado, peço desculpas.
ResponderExcluirJá esta "natureza feminina" que cito, é um conceito bastante antigo, valorizado pelos cultos de "adoração à deusa", pela cultura grega e anteriormente por diversos outros povos menores. Eu acredito inclusive que esse "império dos patriarcas" tratou de denegrir o conceito e deturpar seus valores.
A superestima do racionalismo é na verdade uma característica que enfraquece a cultura, a saúde, o bem estar e o humor do cidadão, engrenagem fundamental para o funcionamento de qualquer sistema. Portanto, acredito que é necessário resgatar a importância dos outros processos de pensamento.
O racionalismo é empregado com o intuito de favorecer ao máximo o produto, falo do capitalismo. Aí pode-se criar a ilusão de que qualquer falta na vida de uma pessoa, é a falta de algum objeto. Então são desenvolvidos inúmeros produtos com o objetivo de substituir aquilo que realmente é necessário: humanização.
Com esta estratégia, recoloca-se as engrenagens para funcionar, mas na verdade elas estão se desgastando viciosamente.
Quanto aos outros comentários, não tenho nada a escrever, uma vez que acredito não contrariar nada que escrevi assim como nada que penso.
Obrigado pela contribuição!
Olha Venti, eu não li nem o 2º parágrafo. Não tive coragem. Já discordo de tudo a partir da 1ª linha, pois tenho certeza de alguns pontos.
ResponderExcluirprimeiro que feminismo não é sexismo. O feminismo não foi criado para que as mulheres sejam melhores do que os homens, ou para que elas SE SINTAM (nas suas palavras) melhores. Ele foi criado como uma forma de burlar isso. Como uma forma de mostrar para TODOS, e não só para as mulheres, que nós somos todos iguais. Somos SERES HUMANOS, homens, mulheres, gays, heteros, etc. Somos APENAS seres humanos. E não temos o direito de nos sobrepor por cultura ou por uma ideologia da sociedade.
Sou feminista SIM e leio sobre o assunto.
Talvez você tenha que ter mais esclarecimento:
escrevalolaescreva.blogspot.com
Um beijo...e boa leitura.
Então, acho que se você só ler o parágrafo onde eu levanto a polêmica e não os argumentos, fica difícil criar uma dialética de via dupla.
ResponderExcluirCom certeza eu acredito que mulheres e homens são diferentes, seja do ponto de vista cultural, político, científico, comportamental, fisiológico, religioso ou filosófico.
Não é à toa que a maior variável a ser considerada em um estudo estatístico, exame médico ou teste de habilidade é sempre o sexo em conjunto de uma segunda. (idade em exames mentais e peso em exames físicos, por exemplo).