quinta-feira, 8 de julho de 2010

Moda

“A tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.” (WIKIPÉDIA).

Essa descrição já traz interessantes observações sobre esta tendência. Acredito que a moda tem sua função social e principalmente cultural, mas venho percebendo o quanto ela se tornou um conceito deturpado. Parece que hoje em dia, existe um único perfil estético vigente, totalmente limitado, resultando em uma multidão de pessoas com vestes e cortes de cabelo repetitivos, que buscam incessantemente por determinadas medidas corporais.

Atualmente temos estas roupas de cores berrantes por exemplo. Há pouco tempo, bastava ir em um local público com bastante movimento, para constatarmos o número absurdo de bolsas Prada, do mesmo modelo falsificado, circuladas pelas mulheres. Acho que o exemplo mais útil, são turmas de ensino médio, principalmente de escolas particulares, onde a maioria das adolescentes têm uma aparência incrivelmente similar (Importante salientar que este fenômeno não é exclusivo do público feminino, absolutamente).

Posso fazer parte de uma minoria, mas na minha opinião esta repetição desvaloriza o próprio ideal estético específico que está sendo procurado por tanta gente, o belo torna-se comum, perdendo toda sua antiga atratividade. Por isso, acredito que, se for para utilizar a moda como referência, é muito mais adequado seguir um dos diferentes perfis disponíveis pela moda vigente, do que aquele específico que, por algum motivo, se tornou totalmente popularizado e genérico.

Fazendo uma análise menos superficial, podemos notar que a própria moda alternativa, sofreu esta banalização, o que se torna irônico uma vez que o alternativo, surgiu como uma necessidade de diferenciação, diferenciação não apenas em aparência, mas no modo de pensar, o que inclusive, tornava estas culturas marginalizadas pela sociedade.

Acredito que o Punk, o Gótico e até mesmo o Emo preferia sua marginalização à sua banalização. Seus modos de vestir representavam e expressavam suas filosofias e seus ideais, mas tornou-se um refúgio para aqueles que, por diversos motivos, foram excluídos daquela moda generalizada a qual me referi anteriormente.

Uma crescente quantidade de pessoas adere a moda alternativa sem nenhuma consciência do que ela representava, como uma vontade simples de chamar atenção. Como exemplo do que to dizendo podemos utilizar de inúmeras evidências na internet, como o infame vídeo Recado pra familia RESTART (YOUTUBE), que exemplifica como muitas pessoas buscam determinada aparência, sem refletir no conteúdo que ela representa (ou deveria representar), tornando-se caixas vazias.

Agradeço à Bambi e à Karen, duas amigas com quem tive construtivas discussões a respeito do tema ultimamente.