A época de calouros é maravilhosa, tempo de conhecer um mundo mais acadêmico; muitas pessoas novas com quem iremos conviver por anos a fio, sempre partilhando de um aprendizado comum e de nos tornarmos pessoas responsáveis, fator importante, principalmente, em cursos como o meu.
E é claro: diversão! Eu e minha ex-panelinha de colegas adorávamos passar o tempo fazendo besteira e era uma coisa divertida era brincar de psicologia.
Numa dessas brincadeiras nós concluímos uma interessante idéia, que hoje percebo até que tem grande fundamento, afinal tomei conhecimento de autores como a Mel (Melanie Klein), que abordam este tema de forma fundamental.
Sem dúvida, uma das mais polêmicas contribuições de Freud para a Ciência foi a inveja do pênis. Mas as mulheres não teriam nada de invejável também? Não faz parte de uma fantasia coletiva o apreço que os homens alimentam pelos seios? A tal ponto que hoje é tão carregado de conotação sexual, tendo de ser escondido para conter os impulsos alheios?
A inveja do pênis se dá pela associação realizada, no início da infância, de sua representação como falo. Percebemos que mamãe não pode ser totalmente nossa, ela precisa de papai, mas o que que ele tem, que ela não tem, para ter de procurá-lo?
Como crianças pequenas apresentam dificuldade em trabalhar com coisas abstratas, procuram algo físico no papai, que mamãe não tenha, descobrem então que papai tem pênis e mamãe não! Pobre mamãe, vai ver por isso que ela precisa dele.
Mas como quero minha mãe, então também quero ter posse daquilo que falta a ela, quem sabe assim ela me ame mais ainda! Puf: Inveja do Pênis.
Agora pensemos por outro lado: antes mesmo de percerbermos nosso pai e nossa mãe como um todo, temos um relacionamento profundo e dependente com algo que nos alimenta, nos traz conforto, abrigo e calor. Satisfaz todas nossas necessidades: o colo junto ao seio materno!
Dado isto, nosso primeiro representante fálico (algo que satisfaz nossa falta) é o seio!
E não é muito mais bonito, e não nos será muito mais importante durante nossa vida, do que um pênis? Não será provável que todo prazer que o seio nos proporcionou durante toda a nossa primeira infância crie tal associação de prazer com seio? De forma que mais tarde, quando pensarmos em prazer de forma mais genital, não acabemos o promovendo também a um importante órgão sexual?
As mulheres então, quando chegam na puberdade, estão muito preocupadas em desenvolver tais "atributos", que finalmente elas agora poderão ter posse. Tanto que muitas vezes aquelas que, não são tão bem recompensadas, acabam frustrando-se.
Os meninos, que durante todas infância não tiveram, continuam sem seios na puberdade e essa falta, somada ao afastamento psicológico com a mãe, (afinal, deve se tornar independente dela) os deixam sem nenhum! Aí eles desenvolvem um interesse muito profundo em algo que tanto lhes representou e agora, mais do que nunca, faltante.
Obs: Aqueles que tem noção de psicanálise, me entenderão em relação ao fato de que tudo isso se desenrolará, não necessariamente e improvavelmente, a nível totalmente consciente ok?
Então também queremos, de certa forma ainda mais, algo que não temos. (e elas ainda têm dois!!!).
Elas conseguiram chegar até aqui sem nenhum pênis, e nós que dependemos de um seio logo de início e teremos de nos contentar em satisfazer-nos com os de outra pessoa? lol.
Toma esta Freud! Quem sabe se você não tivesse tido uma proporção tão maior de mulheres, do que de homens como pacientes, também não teria pensado nisso?
Dedico este post a esta minha panelinha que, em tempo de calourice, discutia essas viagens pelas manhãs: Karina, Moniq, Édipo, Lui e Luiz. Às vezes até esquecendo do horário de voltar pra aula. (outras vezes preferindo não voltar! xD).
E é claro: diversão! Eu e minha ex-panelinha de colegas adorávamos passar o tempo fazendo besteira e era uma coisa divertida era brincar de psicologia.
Numa dessas brincadeiras nós concluímos uma interessante idéia, que hoje percebo até que tem grande fundamento, afinal tomei conhecimento de autores como a Mel (Melanie Klein), que abordam este tema de forma fundamental.
Sem dúvida, uma das mais polêmicas contribuições de Freud para a Ciência foi a inveja do pênis. Mas as mulheres não teriam nada de invejável também? Não faz parte de uma fantasia coletiva o apreço que os homens alimentam pelos seios? A tal ponto que hoje é tão carregado de conotação sexual, tendo de ser escondido para conter os impulsos alheios?
A inveja do pênis se dá pela associação realizada, no início da infância, de sua representação como falo. Percebemos que mamãe não pode ser totalmente nossa, ela precisa de papai, mas o que que ele tem, que ela não tem, para ter de procurá-lo?
Como crianças pequenas apresentam dificuldade em trabalhar com coisas abstratas, procuram algo físico no papai, que mamãe não tenha, descobrem então que papai tem pênis e mamãe não! Pobre mamãe, vai ver por isso que ela precisa dele.
Mas como quero minha mãe, então também quero ter posse daquilo que falta a ela, quem sabe assim ela me ame mais ainda! Puf: Inveja do Pênis.
Agora pensemos por outro lado: antes mesmo de percerbermos nosso pai e nossa mãe como um todo, temos um relacionamento profundo e dependente com algo que nos alimenta, nos traz conforto, abrigo e calor. Satisfaz todas nossas necessidades: o colo junto ao seio materno!
Dado isto, nosso primeiro representante fálico (algo que satisfaz nossa falta) é o seio!
E não é muito mais bonito, e não nos será muito mais importante durante nossa vida, do que um pênis? Não será provável que todo prazer que o seio nos proporcionou durante toda a nossa primeira infância crie tal associação de prazer com seio? De forma que mais tarde, quando pensarmos em prazer de forma mais genital, não acabemos o promovendo também a um importante órgão sexual?
As mulheres então, quando chegam na puberdade, estão muito preocupadas em desenvolver tais "atributos", que finalmente elas agora poderão ter posse. Tanto que muitas vezes aquelas que, não são tão bem recompensadas, acabam frustrando-se.
Os meninos, que durante todas infância não tiveram, continuam sem seios na puberdade e essa falta, somada ao afastamento psicológico com a mãe, (afinal, deve se tornar independente dela) os deixam sem nenhum! Aí eles desenvolvem um interesse muito profundo em algo que tanto lhes representou e agora, mais do que nunca, faltante.
Obs: Aqueles que tem noção de psicanálise, me entenderão em relação ao fato de que tudo isso se desenrolará, não necessariamente e improvavelmente, a nível totalmente consciente ok?
Então também queremos, de certa forma ainda mais, algo que não temos. (e elas ainda têm dois!!!).
Elas conseguiram chegar até aqui sem nenhum pênis, e nós que dependemos de um seio logo de início e teremos de nos contentar em satisfazer-nos com os de outra pessoa? lol.
Toma esta Freud! Quem sabe se você não tivesse tido uma proporção tão maior de mulheres, do que de homens como pacientes, também não teria pensado nisso?
Dedico este post a esta minha panelinha que, em tempo de calourice, discutia essas viagens pelas manhãs: Karina, Moniq, Édipo, Lui e Luiz. Às vezes até esquecendo do horário de voltar pra aula. (outras vezes preferindo não voltar! xD).