terça-feira, 17 de agosto de 2010

Personalidade

Faz um tempo que eu estive refletindo sobre o assunto seguinte a ser abordado, mas confirmou-se como é delicado discutir psicologia, no sentido que, muitas vezes, as conclusões obtidas podem confrontar crenças, que se forem descontruídas, pareceriam uma oposição à moral universal, mas na verdade confrontar-se-iam apenas aos bons costumes, que são unanimamente aceitos por desviarem as preocupações às quais a Psicologia estuda.


 Portanto tentarei estruturar da melhor forma possível, antes de postar esta minha teoria, pois seria desnecessário ser mal interpretado de uma forma chocante, como sempre ocorre com os autores de psicologia, se nem estou produzindo um material científico.


 Farei algo novo hoje, vou divulgar um conteúdo que achei muito interessante sobre o qual encontrei um material muito bom: Andava lendo sobre Jung, renomado psicanalista suíço e os conceitos relacionados à personalidade me impressionaram. As Atitudes: Introversão e Extroversão e as Funções Psicológicas: Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição.


 Mas não foram os conceitos que me atraíram e sim a aplicabilidade deles na definição de uma personalidade, conhecida como Tipos Psicológicos de Jung. Descobri então um site, que utiliza o teste que ele desenvolveu, (ou uma versão revisada dele, não sei ao certo) para definir o tipo que a pessoa se encaixa. É um teste simples, uma série de perguntas cotidianas com duas alternativas. Medido o nível de desenvolvimento de cada função, o site fornece uma profunda descrição do tipo e subtipo psicológico correspondente.


 Ler minha descrição foi bastante terapêutico, pois consegui identificar muitas características da minha personalidade que eu sempre senti, mas nunca consegui definir e as próprias “contradições”, que costumam ocorrer quando tento enxergar meu comportamento, estavam bem elucidadas. Sem dúvida foi muito construtivo. O site também traz acesso a um relatório vocacional bem detalhado com cerca de cinco páginas dizendo pontos bons para trabalhar e pontos fracos para se preocupar e boas opções de carreira em qualquer área, com devidas explicações.


 Ps: Por sinal, o teste confirmou o meu maior interesse na área da Psicologia, Oganizacional e Pesquisa! 

 

Meu resultado:

Tipo: Cérebro-mestre. Subtipo: INTJ (Introvertido, Intuitivo, Reflexivo e Julgador).


Recomendo o teste a todos: http://www.inspiira.org

Depois me contem os resultados! 


Sobre o site:

 “O site inspiira.org é o primeiro passo de um projeto inovador que tem como missão: Alavancar o desenvovimento do potencial humano através de ferramentas gratuitas de auto-descoberta e disseminar o respeito e a apreciação pela diversidade psicológica tanto no meio pessoal quanto no profissional.” (INSPIIRA.ORG).


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Moda

“A tendência de consumo da atualidade. A moda é composta de diversos estilos que podem ter sido influenciados sob vários aspectos. Acompanha o vestuário e o tempo, que se integra ao simples uso das roupas no dia-a-dia. É uma forma passageira e facilmente mutável de se comportar e sobretudo de se vestir ou pentear.” (WIKIPÉDIA).

Essa descrição já traz interessantes observações sobre esta tendência. Acredito que a moda tem sua função social e principalmente cultural, mas venho percebendo o quanto ela se tornou um conceito deturpado. Parece que hoje em dia, existe um único perfil estético vigente, totalmente limitado, resultando em uma multidão de pessoas com vestes e cortes de cabelo repetitivos, que buscam incessantemente por determinadas medidas corporais.

Atualmente temos estas roupas de cores berrantes por exemplo. Há pouco tempo, bastava ir em um local público com bastante movimento, para constatarmos o número absurdo de bolsas Prada, do mesmo modelo falsificado, circuladas pelas mulheres. Acho que o exemplo mais útil, são turmas de ensino médio, principalmente de escolas particulares, onde a maioria das adolescentes têm uma aparência incrivelmente similar (Importante salientar que este fenômeno não é exclusivo do público feminino, absolutamente).

Posso fazer parte de uma minoria, mas na minha opinião esta repetição desvaloriza o próprio ideal estético específico que está sendo procurado por tanta gente, o belo torna-se comum, perdendo toda sua antiga atratividade. Por isso, acredito que, se for para utilizar a moda como referência, é muito mais adequado seguir um dos diferentes perfis disponíveis pela moda vigente, do que aquele específico que, por algum motivo, se tornou totalmente popularizado e genérico.

Fazendo uma análise menos superficial, podemos notar que a própria moda alternativa, sofreu esta banalização, o que se torna irônico uma vez que o alternativo, surgiu como uma necessidade de diferenciação, diferenciação não apenas em aparência, mas no modo de pensar, o que inclusive, tornava estas culturas marginalizadas pela sociedade.

Acredito que o Punk, o Gótico e até mesmo o Emo preferia sua marginalização à sua banalização. Seus modos de vestir representavam e expressavam suas filosofias e seus ideais, mas tornou-se um refúgio para aqueles que, por diversos motivos, foram excluídos daquela moda generalizada a qual me referi anteriormente.

Uma crescente quantidade de pessoas adere a moda alternativa sem nenhuma consciência do que ela representava, como uma vontade simples de chamar atenção. Como exemplo do que to dizendo podemos utilizar de inúmeras evidências na internet, como o infame vídeo Recado pra familia RESTART (YOUTUBE), que exemplifica como muitas pessoas buscam determinada aparência, sem refletir no conteúdo que ela representa (ou deveria representar), tornando-se caixas vazias.

Agradeço à Bambi e à Karen, duas amigas com quem tive construtivas discussões a respeito do tema ultimamente.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Complexo de Rêmulo

A época de calouros é maravilhosa, tempo de conhecer um mundo mais acadêmico; muitas pessoas novas com quem iremos conviver por anos a fio, sempre partilhando de um aprendizado comum e de nos tornarmos pessoas responsáveis, fator importante, principalmente, em cursos como o meu.
E é claro: diversão! Eu e minha ex-panelinha de colegas adorávamos passar o tempo fazendo besteira e era uma coisa divertida era brincar de psicologia.

Numa dessas brincadeiras nós concluímos uma interessante idéia, que hoje percebo até que tem grande fundamento, afinal tomei conhecimento de autores como a Mel (Melanie Klein), que abordam este tema de forma fundamental.
Sem dúvida, uma das mais polêmicas contribuições de Freud para a Ciência foi a inveja do pênis. Mas as mulheres não teriam nada de invejável também? Não faz parte de uma fantasia coletiva o apreço que os homens alimentam pelos seios? A tal ponto que hoje é tão carregado de conotação sexual, tendo de ser escondido para conter os impulsos alheios?

A inveja do pênis se dá pela associação realizada, no início da infância, de sua representação como falo. Percebemos que mamãe não pode ser totalmente nossa, ela precisa de papai, mas o que que ele tem, que ela não tem, para ter de procurá-lo?
Como crianças pequenas apresentam dificuldade em trabalhar com coisas abstratas, procuram algo físico no papai, que mamãe não tenha, descobrem então que papai tem pênis e mamãe não! Pobre mamãe, vai ver por isso que ela precisa dele.
Mas como quero minha mãe, então também quero ter posse daquilo que falta a ela, quem sabe assim ela me ame mais ainda! Puf: Inveja do Pênis.

Agora pensemos por outro lado: antes mesmo de percerbermos nosso pai e nossa mãe como um todo, temos um relacionamento profundo e dependente com algo que nos alimenta, nos traz conforto, abrigo e calor. Satisfaz todas nossas necessidades: o colo junto ao seio materno!
Dado isto, nosso primeiro representante fálico (algo que satisfaz nossa falta) é o seio!

E não é muito mais bonito, e não nos será muito mais importante durante nossa vida, do que um pênis? Não será provável que todo prazer que o seio nos proporcionou durante toda a nossa primeira infância crie tal associação de prazer com seio? De forma que mais tarde, quando pensarmos em prazer de forma mais genital, não acabemos o promovendo também a um importante órgão sexual?

As mulheres então, quando chegam na puberdade, estão muito preocupadas em desenvolver tais "atributos", que finalmente elas agora poderão ter posse. Tanto que muitas vezes aquelas que, não são tão bem recompensadas, acabam frustrando-se.
Os meninos, que durante todas infância não tiveram, continuam sem seios na puberdade e essa falta, somada ao afastamento psicológico com a mãe, (afinal, deve se tornar independente dela) os deixam sem nenhum! Aí eles desenvolvem um interesse muito profundo em algo que tanto lhes representou e agora, mais do que nunca, faltante.

Obs: Aqueles que tem noção de psicanálise, me entenderão em relação ao fato de que tudo isso se desenrolará, não necessariamente e improvavelmente, a nível totalmente consciente ok?

Então também queremos, de certa forma ainda mais, algo que não temos. (e elas ainda têm dois!!!).
Elas conseguiram chegar até aqui sem nenhum pênis, e nós que dependemos de um seio logo de início e teremos de nos contentar em satisfazer-nos com os de outra pessoa? lol.

Toma esta Freud! Quem sabe se você não tivesse tido uma proporção tão maior de mulheres, do que de homens como pacientes, também não teria pensado nisso?

Dedico este post a esta minha panelinha que, em tempo de calourice, discutia essas viagens pelas manhãs: Karina, Moniq, Édipo, Lui e Luiz. Às vezes até esquecendo do horário de voltar pra aula. (outras vezes preferindo não voltar! xD).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Apresentação

Ao longo do tempo em que venho estudando Psicologia, tenho desenvolvido diversas reflexões sobre o tema de acordo com minhas opiniões. Resolvi criar este espaço para poder depositar e organizar estas idéias que vem surgindo e, caso haja algum interesse, para que outras pessoas também possam ler.

Não me importo tanto se as pessoas verão meus posts como idéias super cabeças, chatices, conversas de bar ou qualquer coisa mais. Se houverem pessoas lendo, será um acréscimo bastante positivo para o blog. Mas de qualquer forma, será pelo menos um bom exercício para mim, expressar estas idéias para além de, simples idéias.

Quanto ao conteúdo das reflexões, imagino que partirá desde como é vista a Psicologia como um todo, até críticas banais sobre os comportamentos alheios no meu dia-a-dia, que podem ou não ter alguma utilidade.

Sem contar que agora finalmente poderei comentar em blogs de amigos, que, por eu não ter um próprio, acabam caindo em esquecimento, mesmo que sejam de interesse e valor para mim.